REINO DOS CÉUS

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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

O Tabernáculo e os seus móveis


O Tabernáculo e os seus móveis
A palavra Tabernáculo vem do latim tabernaculum, "tenda", "cabana" ou "barraca" e designa o santuário portátil onde durante o Êxodo até os tempos do Rei Davi os Israelitas guardavam e transportavam a Arca da Aliança, a menorá e demais objetos sagrados. Em hebraico se chamava mishkan, "moradia", local da Divina morada ( משכן mishkan 1) lugar de habitação, tabernáculo;1a) lugar de habitação;1b) moradia – este termo ocorre 139 vezes no AT). Também se denominava mow'ed, "Tenda da Reunião". Era composto de três dependências: Átrio Exterior, Santo Lugar, Santíssimo Lugar.


Em grego σκηνη skene 1) tenda, tabernáculo, (feito de ramos verdes, ou peles de animais, ou outros materiais); 2) do bem conhecido templo móvel de Deus, a partir do modelo do qual o templo em Jerusalém foi construído – ocorre 20 vezes no NT.
Ao todo eram seis peças muito valiosas e belas. Tudo foi feito em detalhes, conforme Deus havia determinado. No átrio existiam duas peças: o altar de holocausto que estava situado após a porta do átrio no lado leste e a pia (lavatório) ficava a oeste do altar de holocausto.
Dentro da tenda, no "Santo lugar", estava o candelabro situado ao sul, a mesa dos pães da propiciação situada ao norte e o altar de incenso que se encontrava diante da cortina que separava o Santo lugar do Santíssimo lugar. No "Santíssimo lugar" existia um único móvel: a Arca da Aliança com seu propiciatório.
Os móveis do Átrio
O Altar do Holocausto (Êx.38:1-7)
Era a primeira e maior peça do Tabernáculo, medindo 2,5m de comprimento, 2,5m de largura (era quadrado) e 1,5m de altura e ficava logo à entrada da porta. Foi feito com madeira de acácia e recoberto com cobre. O altar do holocausto é a peça que está logo à porta do átrio. Este altar tinha chifres que se projetavam em suas pontas bem como argolas e varais para ser transportado.
Lavatório (Pia) (Êx. 30:18-21)
Após o altar do holocausto e antes da tenda estava a pia de cobre maciço. Servia para que os sacerdotes se lavassem após os trabalhos de sacrifício no altar e antes de entrar no santuário.
O lavatório estava dividido em duas partes: o lavatório propriamente dito e um pedestal. A água contida na bacia de bronze que era usada nas lavagens deveria ser renovada diariamente para não estagnar.
Os Móveis do Lugar Santo
Logo após abrirem-se as cortinas da tenda, o sacerdote encontrava à sua esquerda o Candelabro, à sua direita a mesa dos pães da propiciação, e lá à frente, bem junto ao véu que dividia o santo do santíssimo, o altar do incenso.
Candelabro ou Menorá (Êx. 37:17:23)               
Também chamado de candeeiro ou castiçal. Totalmente confeccionada em ouro pesando 30 Kg, que com suas sete lâmpadas iluminava todo aquele lugar. A luz que emanava do castiçal iluminava a mesa dos pães da propiciação e o altar de incenso.
Uma base suportava uma haste que da mesma derivavam outras seis hastes curvadas para cima que terminavam em seis receptáculos, em cada um dos quais havia uma lamparina. A haste central e os braços derivados eram decorados em alto relevo com florescências de amendoeira. O material usado para construção deste utensílio foi o ouro.
A Mesa dos Pães ou Mesa da Proposição (Êx. 37:10-16)     
Confeccionada em madeira de acácia e revestida de ouro. Estavam postos continuamente 12 pães da proposição (ou da presença). Media 90 cm de comprimento, 45 cm de largura e 68 cm de altura.
Os doze pães representam as tribos de Israel. Todos os sábados eram consagrados os pães e repostos. Os pães que eram retirados podiam ser comidos pelos sacerdotes.
Altar do Incenso (Êx. 30:1-8)
Altar do Incenso ou Altar de Ouro, também construído em madeira de acácia e revestido de ouro.  
Sua função era queimar incenso ao Senhor, que representa nossas. As brasas que ardiam neste altar eram trazidas do Altar do holocausto. Não se podia atear fogo diretamente no altar do incenso.
O Móvel do Santíssimo lugar (Êx. 25:10-22)
No Santíssimo só havia um móvel: a Arca da Aliança, termo proveniente do fato de na arca conter as tábuas da lei dadas por Deus a Moises. Medindo 1,25m de comprimento, 75 cm de largura e altura, também tinha quatro argolas e varais para ser transportada apenas pelos sacerdotes.
A arca era caixa construída com madeira de acácia e revestida de ouro. Sua tampa, o propiciatório, era totalmente de ouro e estava encimado por dois querubins que tinham suas frontes voltadas para baixo como que estivesse olhando para o fundo da caixa. Suas asas estavam abertas e tocavam-se. No propiciatório era aspergido sangue uma vez por ano na expiação.
Dentro da arca estavam contidas as Tábuas da Lei recebidas por Moisés no Monte Sinai, um vaso contendo o maná fornecido aos israelitas no deserto e o cajado de Arão que havia florescido.

Cristo e o Tabernáculo



Comparando o Tabernáculo com os templos pagãos, a tenda era muito pequena, pois não foi projetada para que o povo de Israel se ajuntasse no seu interior para a adoração a Deus. O Tabernáculo foi construído para que os seus oficiais, os sacerdotes, ministrassem ao povo como mediadores.
Cada objeto da tenda tinha um grande valor simbólico para o israelita e assim existe a tentação por nossa parte de atribuir significado a cada detalhe, de fazer aplicações fantásticas e extravagantes das partes componentes do Tabernáculo.
De maneira geral a mensagem do Tabernáculo tem três partes:
Os meios para o homem ser restaurado em comunhão com Deus
O culto a Deus
A presença e a majestade de Deus
Os móveis que compõem a tenda trazem um significado e uma mensagem que se segue.
Os meios para o homem ser restaurado em comunhão com Deus
Os moveis colocados no pátio, após a entrada do Tabernáculo, representam a maneira de como o homem pode se aproximar de Deus e restaurar a comunhão com Ele.
Altar de Holocausto - Expiação
O primeiro passo que o homem deve dar a Deus esta representado no Altar de Holocausto que fala da expiação: sem remissão de pecados não há comunhão com Deus. A remissão foi executada na cruz quando Jesus se sacrificou por nossas transgressões.
O homem que necessitava escapar de alguém que estava ofendido podia se agarrar aos chifres do altar, assim o homem que se volta para a cruz tem nela o seu altar.
A Pia de Cobre - Santificação
O segundo passo para aproximar-se de Deus e prepara-se para ministrar as coisas sagradas é representado pela Pia de cobre. Neste utensílio os sacerdotes se lavavam antes de oficiarem os ritos sagrados. Isto demonstra que é necessário purificar-se para servir a Deus. A mensagem deste utensílio é a santidade daquele que decide servir ao Senhor Deus, pois sem santidade ninguém verá o Senhor.
O culto a Deus
A maneira como a nação sacerdotal, deveria reverenciar e cultuar a Deus estava descrita pelos moveis que estavam dispostos no santo lugar.
O Altar de incenso - Oração
Encontrava-se no centro diante da cortina que separava o santo lugar do santíssimo lugar. Representava as orações daqueles que se rendem a Deus, o louvor e a intercessão do povo de Deus.
Duas vezes por dia se acendia o incenso sobre o altar que, possivelmente, ardia o dia inteiro e o altar de incenso era aceso com as brasas do altar de holocausto levando-nos a entender que as orações dos santos devem ser constantes e relacionadas com uma vida de consagração.
Mesa dos Pães da Proposição - Gratidão
A expressão “pães da proposição” significa literalmente “pães do rosto” ou “pães da presença”, pois o pão era colocado continuamente na presença de Deus.
Os 12 pães colocados na mesa representavam uma oferta de gratidão a Deus da parte das 12 tribos de Israel. Ofertar ou consagrar estes pães representa o reconhecimento de que Deus é quem provê sustento.
Castiçal de Ouro - Testemunho
Simbolizava que Israel devia ser a luz do mundo, um testemunho de Deus a todas as nações: a luz para os gentios. Assim representa o testemunho que a igreja de Cristo deve dar a este mundo.
O apóstolo João utiliza o castiçal parta representar as sete igrejas da Ásia, portanto o castiçal prefigura a igreja de Cristo.

A presença e a majestade de Deus
A Arca da Aliança – A presença de Deus
Para os israelitas o lugar santíssimo em especial o propiciatório representavam a imediata presença de Deus. Neste lugar se manifestava a “shekiná”, o fogo ou a glória de Deus que representavam a sua própria presença.
O Propiciatório era a tampa da Arca onde uma vez por ano o Sumo sacerdote aspergia sangue como ato de expiação. Sobre o propiciatório tinha a imagem de dois querubins com suas faces voltadas para o propiciatório (reverência) e suas asas estendidas sobre o propiciatório.
A Arca continha as duas tábuas da Lei, um vaso com maná e a vara de Arão que havia florescido. Todos estes objetos lembravam Israel o concerto de Deus para com o seu povo.
Cristo em face do Tabernáculo – O Sumo Sacerdote Perfeito
O Tabernáculo no leva a refletir sobre como o homem pode se reconciliar com Deus, santificando-se para o seu serviço e agrado e como reverenciá-lo em culto agradável a Deus. O Sumo Sacerdote mosaico entrava no Santíssimo lugar uma vez por ano para aspergir sangue no propiciatório para a expiação dos pecados do povo.
Jesus Cristo é mais excelente Sumo Sacerdote que o ministério sacerdotal mosaico como a Palavra de Deus expressa em Heb 9: 11, 24: 11 Quando, porém, veio Cristo como sumo sacerdote dos bens já realizados, mediante o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, quer dizer, não desta criação, 24 Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus.
Enquanto o Sacerdote levítico entrava várias vezes em toda sua vida pelo povo Cristo entrou em tabernáculo mais excelente uma única vez pelos pecados de todos

domingo, 26 de maio de 2013

Nós somos Povo e nossa vocação é anunciar as Virtudes



I Pedro 2: 9

Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;

A carta de I Pedro é a mais lida dentre as cartas gerais talvez pela linguagem acessível do autor. A carta de I Pedro deve ter sido escrita de Roma, depois da carta do Apostolo Paulo, por volta de 63 a 66 dC, aos cristãos da Ásia menor que estavam sofrendo com perseguições.
A carta de I Pedro, excetuando a introdução, é dividida em três partes:  “A Sal­vação: a chamada do crente (1:3-2:10); Submissão: a conduta do crente na sociedade (2:11-3:12); o Sofrimento: o disciplinamento do crente (3:13-5:11).”
Pedro encontrava-se numas mais magníficas cidades daquele tempo, com construções monumentais e por essa razão ele se refere à igreja como um edifício. Roma era a cidade luz para todo mundo civilizado e a visão desta grandeza reduzia a glória das demais cidades do mundo. Diante disso o apostolo consola a igreja neste trecho com uma verdade e uma missão:
“VÓS SOIS O POVO DE DEUS E VOSSA MISSÃO É PROCLAMAR AS VIRTUDES DE DEUS”
1-      Vós sois Raça, Sacerdócio, Nação e Povo exclusivo de Deus.
Nós somos membros da família de Deus (Raça) Jo 1:12; Rm 8: 17; Gl 4:7, encontrados pela graça que nos fez Sacerdotes do seu Reino (Sacerdócio Real) I Pe 2:5; Apo 1:4-6, nos fez abitar no mesmo território como uma grande tribo (Nação) e nos fez um grupo de pessoas de mesma origem e língua (Povo) exclusivos de Deus para vivermos uma vida poderosa em santidade e suficiente em Cristo .
Se somos povo exclusivo de Deus então:
a-      Vivemos em santidade porque Ele é santo I Pedro 1:16
b-      Testemunhamos Dele por seu amor e sacrifício At 1:8 (martus)
c-       Este mundo não reflete a nossa esperança I Co 15:19

2-      A fim de proclamardes as virtudes...
A finalidade da nossa vocação não é outra senão anunciar o Reino de Deus, as sua boas novas, a existência de um único Deus, apresentar o único caminho entre Deus e o homem (Jesus) e a condenação para todos que rejeitarem a Cristo.
A nossa vocação em Cristo nos direciona a uma vida de testemunho a respeito daquele que nos salvou (Ef 4:1; Fl 3:14; II Pe 1:10)
Quais são as virtudes que somos vocacionados a anunciar?
Não saber responder a essa pergunta é não saber qual a missão que o Senhor nos comissionou, é não saber para qual finalidade é a unção que está sobre nós, é o mesmo que não saber para o que Jesus nos salvou.

Lc 4: 18,19
 O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor.

Mt 28: 19
Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; 20 ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.

At 1:8
 mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.