REINO DOS CÉUS

SEJA DEUS VERDADEIRO E TODO HOMEM MENTIROSO

terça-feira, 18 de março de 2014

Não consigo entender o que se canta




Essa é uma queixa generalizada, o membro entra no culto cristão e a execução musical com volumes e frequências inadequados confunde e perturba ao ponto de prejudicar o entendimento da mensagem cantada. Os vilões deste tipo de problema podem ser identificados e corrigidos como o som e instrumentos, os músicos e os cantores, e algumas dicas aplicadas podem, se não resolver, amenizar os efeitos do desconforto e da falta de compreensão da mensagem.

O som
A igreja deve ter bastante cuidado ao adquirir a sua aparelhagem de som. É necessária a presença prévia de um técnico de som para determinar o tipo de aparelhagem adequada para o determinado ambiente. O controle de som pode amenizar os impactos sonoros através do balanceamento dos canais L e R para instrumentos e voz no centro. Retirar do palco todos os retornos tem sido uma solução eficaz, pois retira parte dos propagadores de ondas sonoras, substituindo por pontos sem fio ou com fio através de amplificadores de Headphones. Retirar também os “cubos” de instrumentos e utilizar direct Box, reduz bastante o volume de som independente.

OS INSTRUMENTOS
Os instrumentos percussivos são bastante difíceis de lidar, pois o instrumento percussivo é a fonte e ao mesmo tempo o propagador de som. O exemplo da bateria, que é o instrumento percussivo mais usado nas igrejas; o problema fica ainda maior quando se decide usar microfones. Se isto é necessário é fundamental usar cabine de som para a bateria, assim, apenas o som captado dos microfones será reproduzido, e se não for o caso, o baterista deve se conter, para não tocar tão alto.
A utilização de pedais multi efeitos causa bastante confusão, pois possuem um controle de volume e ganho que possibilita uma independência do controle geral, resultando um aumento gradativo de som no transcorrer do culto.
Os instrumentos que possuem controle de frequências, volumes e ganhos se enquadram na observação anterior. É necessário, portanto treinar os músicos quanto à utilização dos seus instrumentos, no que diz respeito ao volume e ganho; também investir em retornos individuais melhores como pontos no ouvido; ter uma pessoa no “palco” que possibilite a comunicação entre a equipe e o controle de som.
Em geral, estes problemas podem ser resolvidos parametrizando as frequências, ganhos, volumes e balanços nos ensaios.

OS MÚSICOS E OS CANTORES
O objetivo último é que a mensagem do louvor seja compreendida pela igreja, e para que isto aconteça com harmonia, a equipe de louvor deve priorizar a voz do ministro de louvor ou dos cantores, os arranjos harmônicos seguem as vozes e os arranjos melódicos surgem como elemento embelezador.
Existe uma clara dificuldade para que os músicos se escutem (retorno) e para isto deve-se investir em retornos mais eficientes. O líder musical deve treinar a sua equipe de músicos para que evite tocar na mesma região musical evitando o “volume harmônico” como, por exemplo, notas de guitarra em regiões diferentes das notas de violão; se tem mais de um violão a guitarra deve, por exemplo, fazer rifes; percussão não é bateria; contra baixo não é guitarra; se em determinado momento da música o piano é acentuado as demais cordas devem dar espaço, pois o piano também é um instrumento de cordas; o back sempre está por traz da primeira voz (se for o caso); em caso de equipes grandes (baixo, bateria, percussão, metais, guitarra, violão aço, violão nylon, vocais: aproximadamente 14 integrantes) sempre utilizar os balanços dos canais.

Rogério Vilaça.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Parece que os músicos não adoram...




Quando estamos em nossos cultos de adoração ao Senhor e observamos os músicos tocando, não parece que eles, os músicos, estão em sintonia diferente dos cantores? Até pode se passar pela cabeça de alguns que os músicos não estão adorando como os cantores, e até pode ser mesmo, mas a execução de instrumentos musicais exige uma concentração diferente da dos cantores, os cantores fazem a sua parte, como dizemos, no piloto automático e assim podem fechar os olhos, choram, ministram enquanto os músicos estão preocupados com as harmonias, arranjos, modulações, entrosamento, cadencia, introduções, finalizações e ainda por cima com ma espontaneidade do ministro de louvor.
Para que a igreja possa ver seus músicos na mesma sintonia dos cantores, algumas dicas podem sem aplicadas.

MUITO ENSAIO, MAIS PILOTO AUTOMÁTICO
Os ensaios servem para aperfeiçoar a musicalidade e o canto produzindo entrosamento entre a equipe que permitirá que a execução das canções seja cada vez mais perfeita. Além disso, quanto mais ensaio, os músicos memorizam “os desenhos” facilitando uma execução mais automática, permitindo que o músico se concentre não somente no seu instrumento, mas no canto e consequentemente tenha uma participação mais espontânea na adoração.
As apresentações em público são um reflexo de ensaios, portanto, toda equipe de louvor deve reservar momentos dedicados aos ensaios para o entrosamento harmônico, boa cadência das frases, metrônomo, afinação dos instrumentos, escolha de tonalidades, aferição dos equipamentos, postura, entre outros itens que devem estar previamente organizados.

O MÚSICO DEVE TREINAR TODOS OS DIAS
Quanto mais o músico treina as técnicas musicais, acordes, frases, campo harmônico (maior, menor), escalas (diatônicas, pentatônicas, modos gregos, de semitons, modais, específicas), andamento, cifras, tablaturas, partituras, percepção musical, parametrização dos efeitos, manutenção dos equipamentos (encordoamentos, cabos, extensões elétricas, baterias, lubrificação de partes móveis, etc ... o aperfeiçoamento será inevitável e consequentemente uma melhor apresentação.
O treinamento musical aprimora, dentre outros, a precisão da execução que é um dos aspectos mais importantes, em minha opinião, para uma execução em equipe.

AS MÚSICAS ESCOLHIDAS DEVEM ESTAR NO NÍVEL MUSICAL DA EQUIPE
Nem sempre é possível ter todos os músicos em nível profissional, ainda que seja as canções escolhidas devem conter uma construção musical que possa ser executada precisamente e graciosamente, ou seja, a equipe de músicos deve tocar com o mínimo de esforço possível para que a igreja perceba que eles não apenas tocam, mas adoram.
Tocar as canções mediante leitura de partituras pode trazer uma qualidade musical primorosa, mas pode passar uma impressão mecânica de execução musical.

Rogério Vilaça.

terça-feira, 11 de março de 2014

Os arranjos musicais são necessários nos cultos?




As músicas cantadas no culto cristão, na sua grande maioria, são executadas com cantores e músicos, excetuando os grupos que cantam a capela como quartetos, corais, vocais e sempre estes últimos introduzem vez por outra um piano, órgão, cordas ou orquestra. Como seja se com músicos/cantores ou a capela o arranjo musical deverá existir sendo estes arranjos melódicos e harmônicos, maiores e/ou menores, com modulações, inversões e muita imaginação. A questão é, até que ponto os arranjos (instrumentais e vocais) devem ser executados no culto a Deus?

OS ARRANJOS MELÓDICOS E HARMÔNICOS DEVEM SER CONSTRUIDOS A PARTIR DA EXPERIÊNCIA MUSICAL DO POVO
Não é bom executar canções com determinado conteúdo harmônico e melódico que a igreja não está acostumada a escutar. Aos poucos algumas músicas podem ser inseridas no repertório, mas respeitando o gosto musical da igreja. Respeitar o gosto musical da igreja não é coisa de outro mundo, a equipe de louvor não é uma atração, mas integrantes do culto a Deus.

EVITAR O VIRTUOSISMO CONCENTRA A IGREJA EM DEUS
Arranjos extravagantes devem ser evitados, como solos de guitarra com efeitos de Drives, solos extravagantes de bateria, para que se evite desviar atenção de Deus para a equipe e em particular para algum músico. Não se trata de engessar a musicalidade d’algum músico, apenas trata-se da educação concernente a execução de canções de adoração em culto cristão. Também o virtuosismo vocal deve ser evitado, em se tratando de louvor congregacional, porque a igreja não acompanhará.

A MÚSICA NO CULTO NÃO É ENTRETENIMENTO ENTÃO O MÚSICO SERVE AO CANTOR, O CANTOR SERVE A IGREJA E A IGREJA ADORA AO SENHOR
O objetivo último é que a mensagem das canções seja absorvida pela igreja, então, os instrumentos devem dar espaço para que as vozes, nitidamente, transmitam a mensagem do louvor. Um bom controle de som geral deve está presente e músicos, cujos instrumentos possuem controle de ganhos, frequências e volumes, devem entender que os seus instrumentos são parte de um todo.
O canto por sua vez não deve dar uma impressão mecânica, mas graciosa, a igreja deve perceber que o ministro não canta para outro senão Deus, e também deve motivar a igreja a não enxergar a equipe de louvor como um atrativo.

Rogério Vilaça.