Essa é uma
queixa generalizada, o membro entra no culto cristão e a execução musical com
volumes e frequências inadequados confunde e perturba ao ponto de prejudicar o
entendimento da mensagem cantada. Os vilões deste tipo de problema podem ser
identificados e corrigidos como o som e instrumentos, os músicos e os cantores,
e algumas dicas aplicadas podem, se não resolver, amenizar os efeitos do
desconforto e da falta de compreensão da mensagem.
O som
A igreja deve
ter bastante cuidado ao adquirir a sua aparelhagem de som. É necessária a
presença prévia de um técnico de som para determinar o tipo de aparelhagem
adequada para o determinado ambiente. O controle de som pode amenizar os
impactos sonoros através do balanceamento dos canais L e R para instrumentos e
voz no centro. Retirar do palco todos os retornos tem sido uma solução eficaz,
pois retira parte dos propagadores de ondas sonoras, substituindo por pontos
sem fio ou com fio através de amplificadores de Headphones. Retirar também os “cubos”
de instrumentos e utilizar direct Box, reduz bastante o volume de som
independente.
OS INSTRUMENTOS
Os instrumentos
percussivos são bastante difíceis de lidar, pois o instrumento percussivo é a
fonte e ao mesmo tempo o propagador de som. O exemplo da bateria, que é o
instrumento percussivo mais usado nas igrejas; o problema fica ainda maior
quando se decide usar microfones. Se isto é necessário é fundamental usar
cabine de som para a bateria, assim, apenas o som captado dos microfones será
reproduzido, e se não for o caso, o baterista deve se conter, para não tocar
tão alto.
A utilização de
pedais multi efeitos causa bastante confusão, pois possuem um controle de
volume e ganho que possibilita uma independência do controle geral, resultando
um aumento gradativo de som no transcorrer do culto.
Os instrumentos
que possuem controle de frequências, volumes e ganhos se enquadram na
observação anterior. É necessário, portanto treinar os músicos quanto à
utilização dos seus instrumentos, no que diz respeito ao volume e ganho; também
investir em retornos individuais melhores como pontos no ouvido; ter uma pessoa
no “palco” que possibilite a comunicação entre a equipe e o controle de som.
Em geral, estes
problemas podem ser resolvidos parametrizando as frequências, ganhos, volumes e
balanços nos ensaios.
OS MÚSICOS E OS
CANTORES
O objetivo
último é que a mensagem do louvor seja compreendida pela igreja, e para que
isto aconteça com harmonia, a equipe de louvor deve priorizar a voz do ministro
de louvor ou dos cantores, os arranjos harmônicos seguem as vozes e os arranjos
melódicos surgem como elemento embelezador.
Existe uma
clara dificuldade para que os músicos se escutem (retorno) e para isto deve-se
investir em retornos mais eficientes. O líder musical deve treinar a sua equipe
de músicos para que evite tocar na mesma região musical evitando o “volume
harmônico” como, por exemplo, notas de guitarra em regiões diferentes das notas
de violão; se tem mais de um violão a guitarra deve, por exemplo, fazer rifes; percussão
não é bateria; contra baixo não é guitarra; se em determinado momento da música
o piano é acentuado as demais cordas devem dar espaço, pois o piano também é um
instrumento de cordas; o back sempre está por traz da primeira voz (se for o
caso); em caso de equipes grandes (baixo, bateria, percussão, metais, guitarra,
violão aço, violão nylon, vocais: aproximadamente 14 integrantes) sempre
utilizar os balanços dos canais.
Rogério Vilaça.
Nenhum comentário:
Postar um comentário