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terça-feira, 11 de março de 2014

Os arranjos musicais são necessários nos cultos?




As músicas cantadas no culto cristão, na sua grande maioria, são executadas com cantores e músicos, excetuando os grupos que cantam a capela como quartetos, corais, vocais e sempre estes últimos introduzem vez por outra um piano, órgão, cordas ou orquestra. Como seja se com músicos/cantores ou a capela o arranjo musical deverá existir sendo estes arranjos melódicos e harmônicos, maiores e/ou menores, com modulações, inversões e muita imaginação. A questão é, até que ponto os arranjos (instrumentais e vocais) devem ser executados no culto a Deus?

OS ARRANJOS MELÓDICOS E HARMÔNICOS DEVEM SER CONSTRUIDOS A PARTIR DA EXPERIÊNCIA MUSICAL DO POVO
Não é bom executar canções com determinado conteúdo harmônico e melódico que a igreja não está acostumada a escutar. Aos poucos algumas músicas podem ser inseridas no repertório, mas respeitando o gosto musical da igreja. Respeitar o gosto musical da igreja não é coisa de outro mundo, a equipe de louvor não é uma atração, mas integrantes do culto a Deus.

EVITAR O VIRTUOSISMO CONCENTRA A IGREJA EM DEUS
Arranjos extravagantes devem ser evitados, como solos de guitarra com efeitos de Drives, solos extravagantes de bateria, para que se evite desviar atenção de Deus para a equipe e em particular para algum músico. Não se trata de engessar a musicalidade d’algum músico, apenas trata-se da educação concernente a execução de canções de adoração em culto cristão. Também o virtuosismo vocal deve ser evitado, em se tratando de louvor congregacional, porque a igreja não acompanhará.

A MÚSICA NO CULTO NÃO É ENTRETENIMENTO ENTÃO O MÚSICO SERVE AO CANTOR, O CANTOR SERVE A IGREJA E A IGREJA ADORA AO SENHOR
O objetivo último é que a mensagem das canções seja absorvida pela igreja, então, os instrumentos devem dar espaço para que as vozes, nitidamente, transmitam a mensagem do louvor. Um bom controle de som geral deve está presente e músicos, cujos instrumentos possuem controle de ganhos, frequências e volumes, devem entender que os seus instrumentos são parte de um todo.
O canto por sua vez não deve dar uma impressão mecânica, mas graciosa, a igreja deve perceber que o ministro não canta para outro senão Deus, e também deve motivar a igreja a não enxergar a equipe de louvor como um atrativo.

Rogério Vilaça.

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