Deus decretou os pecados dos homens?
O texto que você destacou não está justificando
categoricamente que Deus decreta o pecado. Se você diz “Deus decretou os
pecados dos homens” então Deus é o autor primário de todos os pecados. Como um
projetista que produz o projeto de algo que será executado por outros
profissionais, bem, se os homens pecam em função dos decretos de Deus, como
você disse: “Deus decretou os pecados dos homens”, então Deus é o autor dos
pecados da humanidade.
Segue abaixo alguns trechos de Teologias
Sistemáticas que afirmam que Deus não decreta pecados, mas decreta seres
humanos com livre agência.
Mas a acusação não é verdadeira; o decreto simplesmente faz
de Deus o Autor de seres morais livres, eles próprios os autores do pecado.
Deus decreta sustentar a livre agencia deles, regular as circunstâncias da sua
vida, e permitir que a livre agencia seja exercida numa multidão de atos, dos
quais alguns são pecaminosos. Por boas e santas razões, Ele dá certeza ao
acontecimento desses atos, mas não decreta acionar efetivamente esses maus
desejos ou más escolhas no homem. O decreto concernente ao pecado não é um
decreto efetivo mas permissivo, ou seja, um decreto para permitir o pecado, em
distinção de um decreto para produzir o pecado sendo Deus a sua causa
eficiente.(Teologia Sistemática, Louis Berkhof, pg 97-100)
Eles fazem Deus não o autor do pecado, mas o autor
dos seres livres que são os autores do pecado. Deus não decreta eficazmente
operar os maus desejos ou escolhas nos homens. Ele só decreta o pecado no
sentido de criar e preservar os que hão de pecar; em outras palavras ele
decreta preservar as vontades humanas que, ao escolherem seus cursos, serão
maus e farão o mal. (Teologia
sistemática, Augustus
Hopkins Strong, pg 539)
Apesar dele não poder produzir, nem promover o
pecado, Deus pode permiti-lo, e isto o faz. Ao permitir a ocorrência do pecado,
Deus cumpre o mais elevado dos seus propósitos. Por exemplo, Deus permitiu que
os irmãos de José, ao lhe vender como escravo, pecassem a fim de que todo o
Israel fosse salvo, bem como de cumprir a sua promessa de trazer o Messias por
intermédio do seu povo escolhido para proporcionar a salvação para a humanidade
(Gn 12.3). (Teologia sistemática,
Norman Geisler pg 66)
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