REINO DOS CÉUS

SEJA DEUS VERDADEIRO E TODO HOMEM MENTIROSO

sábado, 16 de fevereiro de 2013

1- COMO CONCILIAR A ONISCIÊNCIA DIVINA E O ARBÍTRIO HUMANO. 2- QUAIS AS IMPLICAÇÕES MORAIS PARA O TEXTO DE I RS 22: 13-28



Como podemos conciliar a Onisciência Divina e as infinitas possibilidades de escolhas que compõem o arbítrio humano? 

Onisciência
Segundo Grudem, Deus totalmente conhece a si mesmo e todas as coisas reais e possíveis num ato simples e eterno.
a-    Deus conhece a si mesmo totalmente: somente um ser absoluto e infinito pode ter conhecimento pleno de si mesmo.
b-   Deus conhece todas as coisas reais e possíveis: se Deus conhece plenamente a si mesmo, Ele sabe tudo que pode fazer, incluindo as coisas possíveis. O conhecimento de Deus inclui o conhecimento detalhado de cada uma das variações possíveis de sua criação e o que teria acontecido a cada uma delas.
c-    Deus conhece de maneira simples e eterna: Deus conhece de maneira simples e eterna: Deus não precisa raciocinar ou pensar para dar alguma resposta; Ele sabe todas as coisas simultaneamente e absolutamente e também eternamente, ou seja, o seu conhecimento abrange a eternidade.

Livre Arbítrio
O que eu pude entender de Agostinho foi que o Arbítrio é a liberdade concedida de Deus ao homem, visto que o homem foi criado capaz e inteligente, capacitando-o a não pecar, mas que faz uso da sua liberdade para pecar; sem essa liberdade (arbítrio) não haveria pecado também não haveria liberdade. Por fim Deus previu que o homem agiria livremente.
A minha conclusão é a seguinte nas proposições a seguir:
1-      Deus conhece a si mesmo e todas as coisas reais e possíveis.
2-      Deus conhece todas as possibilidades de escolhas do homem.
3-      Deus conhece, diante de todas as possibilidades, a possível possibilidade prevista.
4-      Embora o homem tenha infinitas possibilidades de escolhas, o mesmo escolhe a possibilidade prevista por Deus.
Penso que as infinitas possibilidades estão disponíveis ao homem ao passo que a vontade de Deus está revelada ao homem desde a revelação natural até a especial que será a revelação especial, a possibilidade escolhida por muitos e prevista por Deus.

Quais as implicações morais para o texto de 1Rs 22: 13-28
De acordo com Norman Geisler e Thomas Howe:
Primeiro, trata-se de uma visão. Como tal, é uma visão de uma cena no céu, que procura explicar a autoridade soberana de Deus com imagens de sua posição como rei.
Segundo, toda a encenação disso representa Deus com a ampla autoridade que ele possui, de forma que até mesmo os espíritos malignos aparecem como estando sujeitos ao controle final de Deus.
Terceiro, o Deus da Bíblia, em contraste com os deuses das religiões pagãs, soberanamente está no controle de todas as coisas, inclusive das forças malignas que ele usa para realizar os seus bons propósitos (cf. Jó 1-3).

De certo é absurdo pensar no Deus infinito com atitudes de mentira e fazendo apologia a mesma. Entendo que a maneira de se resolver este impasse seja tratar este texto de maneira alegórica (tratando-se de uma visão) e assim extrair a mensagem a partir de sua soberania.
Então porque é absurdo Deus mentir? Ora, a mentira se constitui basicamente no ato de defesa contra uma ameaça, e nada pode ameaçar Aquele do qual nada de maior se pode pensar.


GRUDEM, Wayne. Manual de Teologia Sistemática. São Paulo : Editora Vida, 2001
AGOSTINHO, Santo, Bispo de Hipona. O livre Arbítrio. São Paulo: Paulus, 1995. Patrística.
GEISLER, Norman L; HOWE,Thomas. Manual popular de dúvidas, enigmas e “contradições” da Bíblia. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.
 

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