Como
podemos conciliar a Onisciência Divina e as infinitas possibilidades de
escolhas que compõem o arbítrio humano?
Onisciência
Segundo
Grudem, Deus totalmente conhece a si
mesmo e todas as coisas reais e possíveis num ato simples e eterno.
a- Deus
conhece a si mesmo totalmente: somente um ser absoluto e infinito pode ter
conhecimento pleno de si mesmo.
b- Deus
conhece todas as coisas reais e possíveis: se Deus conhece plenamente a si
mesmo, Ele sabe tudo que pode fazer, incluindo as coisas possíveis. O
conhecimento de Deus inclui o conhecimento detalhado de cada uma das variações
possíveis de sua criação e o que teria acontecido a cada uma delas.
c- Deus
conhece de maneira simples e eterna: Deus conhece de maneira simples e eterna:
Deus não precisa raciocinar ou pensar para dar alguma resposta; Ele sabe todas
as coisas simultaneamente e absolutamente e também eternamente, ou seja, o seu
conhecimento abrange a eternidade.
Livre Arbítrio
O
que eu pude entender de Agostinho foi que o Arbítrio é a liberdade concedida de
Deus ao homem, visto que o homem foi criado capaz e inteligente, capacitando-o
a não pecar, mas que faz uso da sua liberdade para pecar; sem essa liberdade
(arbítrio) não haveria pecado também não haveria liberdade. Por fim Deus previu
que o homem agiria livremente.
A
minha conclusão é a seguinte nas proposições a seguir:
1- Deus
conhece a si mesmo e todas as coisas reais e possíveis.
2- Deus
conhece todas as possibilidades de escolhas do homem.
3- Deus
conhece, diante de todas as possibilidades, a possível possibilidade prevista.
4- Embora
o homem tenha infinitas possibilidades de escolhas, o mesmo escolhe a
possibilidade prevista por Deus.
Penso
que as infinitas possibilidades estão disponíveis ao homem ao passo que a
vontade de Deus está revelada ao homem desde a revelação natural até a especial
que será a revelação especial, a possibilidade escolhida por muitos e prevista
por Deus.
Quais
as implicações morais para o texto de 1Rs 22: 13-28
De
acordo com Norman Geisler e Thomas Howe:
Primeiro, trata-se de uma visão. Como tal, é uma
visão de uma cena no céu, que procura explicar a autoridade soberana de Deus
com imagens de sua posição como rei.
Segundo, toda a encenação disso representa Deus com
a ampla autoridade que ele possui, de forma que até mesmo os espíritos malignos
aparecem como estando sujeitos ao controle final de Deus.
Terceiro, o Deus da Bíblia, em contraste com os
deuses das religiões pagãs, soberanamente está no controle de todas as coisas, inclusive
das forças malignas que ele usa para realizar os seus bons propósitos (cf. Jó
1-3).
De certo é absurdo pensar no Deus infinito com
atitudes de mentira e fazendo apologia a mesma. Entendo que a maneira de se
resolver este impasse seja tratar este texto de maneira alegórica (tratando-se
de uma visão) e assim extrair a mensagem a partir de sua soberania.
Então porque é absurdo Deus mentir? Ora, a mentira
se constitui basicamente no ato de defesa contra uma ameaça, e nada pode
ameaçar Aquele do qual nada de maior se pode pensar.
GRUDEM, Wayne. Manual de Teologia Sistemática. São
Paulo : Editora Vida, 2001
AGOSTINHO, Santo, Bispo de Hipona. O livre Arbítrio. São Paulo: Paulus,
1995. Patrística.
GEISLER, Norman L; HOWE,Thomas. Manual
popular de dúvidas, enigmas e “contradições” da Bíblia. São Paulo:
Mundo Cristão, 1999.
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