REINO DOS CÉUS

SEJA DEUS VERDADEIRO E TODO HOMEM MENTIROSO

sábado, 16 de fevereiro de 2013

CAPÍTULOS 12, 13, 14 E 15 DE ROMANOS.


 
CAPÍTULO 12

Paulo começa chamando a atenção da igreja para que o culto ao Senhor seja racional (logikos), ou seja, um culto espiritual que exprime de maneira razoável a adoração a Deus que provém, o culto, do apresentar o corpo como uma vítima levada a um holocausto a Deus.
A não conformação com este tempo pela mudança de forma de pensar, nos leva a experimentar a vontade de Deus que é boa.
O apóstolo ainda aborda a diversidade de habilidades espirituais concedidas por Deus a sua igreja para o crescimento do corpo, levando em consideração a unidade de cada membro em um só corpo em Cristo.
A conduta de um cristão que experimenta a vontade de Deus é exposta adiante como o detestar o mal, praticar o amor fraternal, honrar uns aos outros, praticar a hospitalidade e ter o esforço para praticar o bem a todos.

Jonh Sttot a respeito do culto racional escreve “A palavra traduzida na BJ como "espiritual" é, no original grego, logikos, que tanto pode significar "razoável" como "racional". No primeiro caso, então o fato de oferecer-nos a Deus seria a única resposta sensata, lógica e apropriada aos olhos dele, tendo em vista a sua misericórdia auto-doadora. Se o sentido correto é "racional", trata-se então de um "culto oferecido de mente e coração" (REB), culto espiritual em oposição a culto cerimonial, "um ato de adoração inteligente" (JBP), no qual as nossas mentes estão completa mente engajadas.”

F.F Bruce a respeito do culto racional escreve O vosso culto racional. AV e RV: "O vosso serviço racional" ou "razoável". RVmg. e RSV traduzem: "Vosso culto espiritual"; NEB: "O culto oferecido pela mente e pelo coração" (mg: "O culto que vocês, como criaturas racionais, devem oferecer"). O substantivo é latreia, usado em 9:4 com referência ao "serviço de Deus" (AV, RV) ou o "culto" (RSV, AA; ver NEB: "o culto do templo") instituído para os israelitas. O adjetivo é logikos (derivado de logos), que pode significar "razoável", "racional" (o serviço prestado por vidas obedientes é a única resposta razoável ou lógica à graça de Deus)' ou "espiritual", como em 1 Pedro 2:2, onde o "leite da palavra" (AV) é expressão traduzida mais apro­priadamente por "leite espiritual" em RV, RSV, NEB e AA. Aqui talvez seja preferível "culto espiritual", em contraste com as exterioridades do culto do templo de Israel.

Parece-me que o apostolo quer ensinar a igreja que o culto a Deus que provém de um cristão que se rende a sua vontade e que pratica as obras de justiça, que não se conforma com este mundo e rende a sua mente para uma mudança de forma é um culto que sendo razoável é aquele que responde apropriadamente a vontade de Deus e que por conseguinte o agrada; sendo racional é o serviço a Deus que o cristão presta em culto constante de mente e coração, um culto inteligente visto que Deus nos fez inteligentes e que acrescenta informação aos ouvintes.

CAPÍTULO 13

O respeito as autoridades temporais, as suas leis, pagamentos de tributos e impostos e a devida honra que é o assunto levado em consideração pelo apóstolo, a igreja deve honrá-los visto que são imbuidos de autoridade temporal dada por Deus para manter a ordem social. Devemos respeita-los não somente por obrigação mas também por consciencia, ainda porque somos cristão.
Ainda no mesmo capítulo o amor é abordado como o cumprimento da lei visto que quem ama não pratica o mal contra o seu proximo mas o trata com dignidade e justiça. A única divida com o proximo deve ser o amor.
Paulo termina este capítulo chamando a atenção dos irmão para o despertar de um relaxamento, deixando as obras das trevas para se revestir de um novo homem, com as armas da luz, vivendo uma vida digna de glorificar a Cristo
Sobre a salvação que está perto F.F Bruce escreve "Salvação" aqui é vista em sua consumação futura. É "a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo" que os crentes aguardam, conforme 8:23; considere-se a "salvação preparada para revelar-se no último tem­po" para a qual são guardados, conforme 1 Pedro 1:5. A realização final desta salvação coincide com a manifestação de Cristo em glória (ver Hb 9:28).
Esta salvação é a libertação da igreja da presença do pecado, a mesma está livre da culpa do pecado e do controle do pecado mas aguarda a salvação que trans formará este corpo mortal em corpo incorruptível.

CAPÍTULO 14

Paulo escreve à igreja sobre acolher o débil na fé e o uso da liberdade cristã. O débil na fé de acordo com Sttot pode ser descrito em quatro possibilidade:
a-      A primeira possibilidade é que os fracos sejam ex-idólatras, recém-convertidos do paganismo
b-      A segunda sugestão é que esses fracos sejam ascetas.
c-      A terceira possibilidade, sustentada por C. K. Barrett, é que os fracos seriam os legalistas.
d-      A quarta proposta — aliás, a mais satisfatória — é que os fracos seriam, em sua maioria, cristãos judeus, cuja "fraqueza" consistiria no fato de permanecerem, de sã consciência, comprometidos com as regras judaicas concernentes a dieta e dias religiosos.
Apesar de Paulo estar doutrinando fortemente a igreja em Roma ele busca ensinar a igreja a tolerar em amor e exortação aos fracos na fé até que venham a apresentar frutos de amadurecimento.

Paulo foi um cristão que gozou como nenhum outro de sua liberdade como F.F Bruce escreve “Paulo foi um cristão emancipado”. A liberdade, portanto, não deve servir de tropeço para o fraco na fé, visto que nem todos são “emancipados” ou tenham convicção da sua liberdade em Cristo.
A comida é um dos exemplos que Paulo traz na sua narrativa. Por causa da comida, por exemplo, não podemos fazer tropeçar o nosso irmão que por causa da sua debilidade de fé, acha que não pode comer. Por isso o apostolo afirma que o reino dos céus não é um pedaço de carne, mas justiça, alegria e paz.
CAPÍTULO 15

O apóstolo reforça a mensagem que devemos suportar em amor os fracos na fé e fortalece os corações da igreja na esperança em Cristo para a glória de Deus. Parece que Paulo está preocupado com a reação dos irmãos em Roma; de acordo com Jonh Sttot algumas indagações poderiam surgir: Terá sido insolente, dirigindo-se a uma igreja que ele não fundou e nunca visitou?  Terá dado a impressão de que considera o cristianismo deles falho e imaturo? Será que falou demais? O apóstolo se dirige a igreja de maneira mais pessoal, pede oração por seu ministério, reafirma a sua unção para pregar aos gentios.
Paulo escreve aos cristãos de Roma que deseja vê-los, mas na realidade nunca pode estar com eles. Expressa que depois de passar em Roma deseja ir para Espanha, mas sabemos que este plano de Paulo não pode ser concretizado. Enfim, Paulo teve um ministério poderoso e referencial, no final deste capítulo o apóstolo pede orações à igreja, pois ele vai para Jerusalém, e espera que o seu trabalho seja bem aceito pelos santos esperando depois visitá-los com alegria.




BIBLIOGRAFIA

STTOT, John R. N – A Mensagem de Romanos – São Paulo: ABU Editora, 2007 (A Bíblia fala hoje / editora da série J. A. Motyer)

BRUCE, F. F – Romanos: Introdução e comentário - Publicado no Brasil com a devida autorização e com todos os direitos reservados por Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, Caixa Postal 21486, São Paulo-SP 04602-970

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